Cuiabá reage após polêmica nos Aflitos e critica postura do Náutico
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- 3 de jun.
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Clubes divulgaram notas oficiais após confusão envolvendo o presidente do DOurado nos Aflitos, pela 10ª rodada da Série B

A derrota do Cuiabá para o Náutico por 1 a 0, na sexta-feira (22), no Estádio dos Aflitos, pela 10ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, gerou uma troca de acusações entre os clubes após o apito final. O foco da polêmica envolve o tratamento dado à delegação do Dourado no estádio pernambucano, além de críticas à estrutura do local e à condução da partida.
Em nota oficial, o Cuiabá contestou a versão apresentada pelo Náutico sobre os acontecimentos envolvendo o presidente do clube, Cristiano Dresch. Segundo o time mato-grossense, o dirigente deixou a cabine onde acompanhava a partida apenas aos 48 minutos do primeiro tempo, acompanhado por seguranças do clube mandante, e não “antes dos 40 minutos”, como informado pelo adversário.
O clube afirmou ainda que o deslocamento até o vestiário visitante ocorreu por um trajeto considerado “operacional natural” no estádio dos Aflitos, já que o acesso entre a cabine e o vestiário passa obrigatoriamente pelo túnel que leva ao gramado.
O Cuiabá também negou que Cristiano Dresch tenha cometido agressões verbais contra profissionais da CBF ou integrantes do Náutico. A diretoria desafiou o clube pernambucano a apresentar provas das acusações e anunciou que solicitará imagens do sistema de monitoramento do estádio à CBF e ao STJD.
Outro ponto abordado pelo Dourado foi a crítica às condições estruturais do estádio dos Aflitos. Na nota, o clube cita gramado em “péssimas condições”, acessos considerados inadequados e um túnel de acesso ao campo “alagado e com lodo”. Segundo o Cuiabá, as situações serão formalmente comunicadas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Após o confronto, Cristiano Dresch concedeu entrevista em tom de forte indignação. O dirigente reclamou do tratamento recebido no estádio e afirmou que foi impedido de retornar à cabine no intervalo da partida, sendo direcionado para assistir ao restante do jogo atrás do gol.
“Tenho mais de 20 anos no futebol e nunca aconteceu isso comigo. Me fizeram assistir o jogo aqui atrás do gol. Liguei para o presidente do Náutico e nem coragem de me atender teve”, declarou o presidente do Cuiabá.
Dresch também comparou a estrutura da Arena Pantanal com a dos Aflitos e criticou o cenário encontrado na Série B. “Lá em Cuiabá vai ser bem recebido. Eu tô em 2026, não em 1970. Esse papel que fizeram hoje aqui é de 1970”, completou.
Do outro lado, o Náutico afirmou que ofereceu suporte, segurança e toda a assistência necessária à delegação visitante. O clube pernambucano informou que, de maneira excepcional, acomodou o presidente do Cuiabá em uma cabine próxima às tribunas de imprensa, mas alegou que o dirigente deixou o local por conta própria e adotou comportamento exaltado próximo ao banco de reservas e ao vestiário alvirrubro.
Segundo o Náutico, por questões de segurança e quebra do protocolo estabelecido, o retorno de Cristiano Dresch à cabine não foi autorizado, sendo ele direcionado ao camarote destinado à delegação visitante. O clube ainda informou que pretende levar o caso à Justiça Desportiva.
Dentro de campo, o resultado agravou a situação do Cuiabá na Série B. A equipe chegou ao quinto jogo consecutivo sem vitória e ocupa a 16ª colocação, com 10 pontos, correndo risco de entrar na zona de rebaixamento ao fim da rodada. O próximo compromisso do Dourado será diante do Clube de Regatas Brasil, na Arena Pantanal, pela 11ª rodada da competição.
Leia a nota do Náutico
O Clube Náutico Capibaribe informa que recebeu a delegação do Cuiabá dentro dos protocolos normalmente adotados para clubes visitantes, oferecendo suporte, segurança e toda a assistência necessária durante a partida.De forma excepcional, e atendendo à solicitação do clube visitante, o presidente do Cuiabá foi acomodado na cabine destinada ao analista de desempenho da equipe, em espaço próximo às tribunas de imprensa, mediante operação específica de acompanhamento e segurança.Pouco antes dos 40 minutos da primeira etapa, porém, o dirigente deixou o local por conta própria, sem qualquer comunicação com a equipe responsável pela operação, acessou a área próxima ao vestiário alvirrubro e o banco de reservas, passando a adotar comportamento exaltado, com agressões verbais e desrespeito a profissionais do Náutico e da CBF que atuavam na organização da partida.Diante da quebra do protocolo previamente estabelecido e visando preservar a segurança da operação - inclusive a do próprio dirigente, já que o retorno exigiria deslocamento em meio à torcida - o Náutico não autorizou seu retorno ao espaço inicial e excepcionalmente concedido, direcionando-o ao camarote destinado à delegação visitante, onde estavam os demais integrantes do Cuiabá.O Clube não admite desrespeito a profissionais em pleno exercício de suas funções e tomará as medidas cabíveis no âmbito da Justiça Desportiva para que condutas dessa natureza não voltem a acontecer.
Leia a nota do Cuiabá
O Cuiabá Esporte Clube vem a público esclarecer os fatos ocorridos durante a partida contra o Clube Náutico Capibaribe, realizada na última sexta-feira.O Cuiabá Esporte Clube vem a público esclarecer os fatos ocorridos durante a partida contra o Clube Náutico Capibaribe, realizada na última sexta-feira.
As informações divulgadas pelo clube pernambucano não correspondem à realidade.
A direção do Cuiabá deixou a “cabine” aos 48”, do 1º tempo, e não “pouco antes dos 40”, como afirmou o Náutico, acompanhada por seguranças do próprio clube. O deslocamento pode ser integralmente comprovado pelas imagens do sistema de CFTV, item obrigatório em competições como a Série B, as quais o Cuiabá requererá oficialmente à CBF e STJD.
É importante esclarecer que, ao contrário da grande maioria dos estádios da Série B, nos Aflitos o trajeto entre a cabine e o vestiário visitante passa obrigatoriamente pelo túnel que dá acesso ao gramado. Trata-se, portanto, de um deslocamento operacional natural no intervalo, e não de uma “invasão” de área restrita, como sugere a narrativa do anfitrião.
O presidente do Cuiabá não proferiu agressões verbais contra profissionais da CBF ou integrantes do Náutico. O Cuiabá repudia veementemente essa acusação e desafia o clube pernambucano a apresentar qualquer prova — imagem, áudio ou testemunho idôneo.
A justificativa apresentada pelo Náutico de que o retorno da direção do Cuiabá à cabine “exigiria deslocamento em meio à torcida” corrobora com a total falta de segurança.
Após ser informado da recusa, o presidente do Cuiabá buscou contato, por duas vezes, com o presidente do Náutico, sr. Bruno Becker, com o objetivo de resolver a situação por meio do diálogo institucional entre dirigentes. Não houve qualquer retorno. A versão de que o Cuiabá teria sido cordialmente “direcionado” a outro local omite que o clube anfitrião sequer se dispôs ao diálogo solicitado.Antes de recorrer à Justiça Desportiva, o Náutico precisa se adequar aos padrões mínimos exigidos por uma competição do porte da Série B:
• Gramado — palco principal do espetáculo, em péssimas condições; Acessos inadequados e inseguros; Túnel de acesso ao campo alagado e com lodo.
Condições serão formalmente comunicadas à CBF.
Por fim, o Cuiabá lamenta a tentativa do Náutico de inverter os fatos e antecipar uma narrativa via Justiça Desportiva, ao invés de assumir as próprias responsabilidades.



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