COB apoia política do COI que bane mulheres trans, mas questiona aplicação da nova regra
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- 11 de abr.
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Presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Marco Antonio La Porta diz que entidade montou documento com perguntas sobre testes de gênero. CBV também tem dúvidas

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) enviou questionamentos ao Comitê Olímpico Internacional (COI) a respeito da política de gênero recentemente anunciada pela entidade global.
De acordo com a nova regra, atletas terão que passar por testes de gênero para comprovar que estão aptas a participar de competições femininas organizadas pelo COI. Mulheres trans estarão banidas de torneios olímpicos.
Marco Antonio La Porta, presidente do COB, externou que o comitê brasileiro apoia a nova política de gênero, mas tem dúvidas quanto ao funcionamento na prática.
– Nós fizemos uma consulta ao COI. Há algumas dúvidas em relação ao posicionamento do Comitê Olímpico Internacional. Nós já enviamos um documento para eles com questões que temos. Precisamos entender a partir de quando (a política) realmente está valendo, se conta para trás, para frente, se vai ser só em Los Angeles (sede das próximas Olimpíadas). O COI teve muito cuidado, passou um ano vendo estudos científicos, procurando um embasamento, e estamos muito seguros de que a decisão deles é correta. Precisamos realmente esclarecer como será na prática – disse La Porta durante evento do Hall da Fama do COB.
Na época do anúncio da nova política de gênero, o COI comunicou que a exigência de testes valeria a partir dos Jogos de Los Angeles, em 2028. Apesar de não obrigar, a entidade ainda sugeriu que federações internacionais e comitês nacionais seguissem as mesmas diretrizes. Mas o documento divulgado gerou interpretações diferentes.
La Porta contou que a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) procurou o COB para ter esclarecimentos. O ge apurou que a principal preocupação da CBV é com o prazo para aplicação da nova política de gênero. A entidade quer entender se a regra realmente só entrarão em vigor em 2028 ou se haverá algum tipo de retroatividade, considerando competições e testes de gênero realizados antes dos Jogos de Los Angeles.
Por enquanto, o COI ainda não respondeu às perguntas enviadas pelo COB. Na visão de La Porta, a entidade internacional precisa de tempo para dar atenção aos contatos feitos por vários comitês nacionais:
– Não foi só o Brasil. Com certeza, eles estão recebendo mais consultas. E são várias dúvidas. O COI fez um documento muito amplo, genérico. Há uma diretriz clara, mas precisamos entender como vai ser colocado em prática.



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